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Balanço preliminar das Eleições 2010 no Rio de Janeiro




No primeiro turno das eleições de 2010 nossos objetivos centrais foram eleger a companheira Dilma presidenta, Lindberg senador e que Taffarel tivesse expressiva votação. O primeiro objetivo terá prosseguimento na batalha do segundo turno, o segundo objetivo foi alcançado, e o terceiro não logrou êxito.

Para uma breve ou profunda avaliação do desempenho eleitoral de Taffarel é necessário olhar para o desempenho do PT como um todo no estado, e até para candidaturas de outras legendas.

Nesse primeiro esforço nos concentraremos em nosso partido e nossas candidaturas. O PT elegeu no Rio 5 deputados/as federais (Molon/Mensagem; Luiz Sérgio/CNB; Benedita/CNB; Edson Santos/CNB; Bittar/Mensagem) e 6 estaduais (Minc/Mensagem; Rodrigo Neves/CNB; Gilberto Palmares/CNB; Nilton Salomão; Zaqueu/Mensagem; Ines Pandeló/independente apoiada pela AE ).

É digno de um registro preliminar, para posterior análise, que em cidades importantes como a capital, Nova Iguaçu e São Gonçalo a votação de Marina Silva ficou bem próxima a de Dilma, e em Niterói saiu vitoriosa, assim como em Cabo Frio.

O desempenho das candidaturas petistas fluminenses para a Câmara Federal e para a Alerj nas eleições de 2010 ficou bem abaixo das expectativas da maioria dos dirigentes e coordenações de campanhas.

Na onda do otimismo de uma vitória de Dilma no primeiro turno e do crescimento da candidatura ao senado de Lindberg, se especulava uma bancada de deputados federais de 6-8, e de deputados estaduais de 8-10. No caso da bancada federal se falava em 150-180 mil votos para Benedita (ex Secretaria estadual de Ação Social), 120-130 mil para Molon e Bittar (ex secretario de habitação da capital), 100 mil para Luis Sergio e Edson Santos (ex ministro da igualdade racial). Os resultados foram bem diferentes, conforme quadro abaixo:


NOMES

VOTOS 2006

PROJEÇOES

VOTOS 2010

Benedita

Não concorreu

150-180.000

71.034

Molon

85.798 (estadual)

120-130.000

129.493

Bittar

79.947

120-130.000

51.927

Edson Santos

105.114

100.000

52.121

Luis Sergio

78.781

100.000

85.660

Cida Diogo

70.540

23.533 (estadual)

Chico DÁngelo

68.918

47.814

Carlos Santana

61.792

42.321

Biscaia

55.909

22.893

Taffarel

19.453

15.203

13 (legenda)

140.000

143.685

Para se ter uma idéia do quão negativo e surpreendente é esse desempenho, toda a nominata do PT (804.050), incluindo a legenda, ficou próxima da votação de Anthony Garotinho (694.439).

No caso da bancada estadual um único exemplo emblemático é o caso do ex-ministro do Meio Ambiente Carlos Minc. A projeção é de alcançaria 200 mil votos, no entanto obteve 87.208. A nominata do PT foi próxima a votação de Wagner Montes do PDT.

Em outras palavras o PT-RJ em seu conjunto errou e muito a sua análise da conjuntura eleitoral no estado, e nós da AE-RJ erramos juntos. Achávamos que daria para dobrar a votação do Taffarel, porque além do otimismo a campanha foi mais organizada e ampliou bases de apoio em todo o estado.

Como dissemos esse tipo de equivoco contaminou todo o partido. Também pensamos que Taffarel pudesse ficar entre os 10 primeiros da chapa do PT, o que não ocorreu e o mesmo ficou em 12º. Paradoxalmente em Mesquita a candidatura obteve a metade dos votos esperados, mas foi o candidato local mais votado entre as candidaturas para federal e estadual.

Tomando o ultimo Processo de Eleição Direta (PED) do PT, a chamada esquerda do partido sucumbiu. Alem da votação de Taffarel, as candidaturas da Militância Socialista Vladimir (federal) e Zeidan (estadual), também foram mal. O primeiro com 24.331 e a segunda 22.218.

A esquerda do PT e o PT como um todo não ficaram sozinhos nesse fraco desempenho, podemos dizer que o denominado campo democrático e popular também amargou derrota. Jandira Feghali do PC do B obteve a metade dos votos esperados (146.224) e Edmilson Valetim não se reelegeu. O PDT elegeu 3 federais que possuem pouca identidade com o partido, e seu parlamentar mais combativo, Brizola Neto, ficou fora. O PSB, graças ao Romário com 140 mil votos, fez 3 deputados federais.

É possível apontar vitoriosos no campo de esquerda. O Lindberg que obteve expressiva votação para o senado federal e se constituiu como tabua de salvação (a questão agora é para onde ele vai rumar política e ideologicamente). E o PSOL, que todos apontavam que não elegeria ninguém, dobrou as suas bancadas. Com a votação do Chico Alencar (240.698), o PSOL elegeu ainda para deputado federal, Jean Wyllys (ex-BBB) com apenas 13.016. E a votação do Marcelo Freixo (177.243) elegeu também Janira Rocha com 6.440 votos.

Um fator plausível para explicar o baixo e inesperado desempenho do PT na disputa proporcional no estado do Rio de Janeiro foi a ausência de uma candidatura própria ao governo do estado, em uma conjuntura bastante favorável. Porem, isso é objeto de debate para depois das eleições.

Nesse primeiro momento nos cabe arregaçar as mangas e lutar pela eleição de Dilma, cuja derrota teria sérias conseqüências como já debatidas em nossos textos. Assim, a militância que apoiou a candidatura Taffarel está convocada a continuar mobilizada para o segundo turno e para animar o conjunto do PT, dos movimentos sociais e de toda a sociedade.

Olavo Carneiro (Executiva Estadual PT, DEAE e DNAE)

Almir Barbio (DEAE e ex presidente PT São Gonçalo)

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