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O futuro depende disso

Não dá pra comparar, mas tem que comparar.

Não dá pra ficar apenas na comparação, mas tem que comparar.

Por que comparar? – Porque é didático, ajuda a compreender e memorizar, por analogia.

Por que ir além da comparação? – Porque houve “mudança de patamar”, parcela expressiva (20 milhões de famílias?) da população pobre melhorou de vida, passou a ter renda, a comprar comida, a ir à escola, a acessar serviço público de saúde de qualidade, a ter luz, e agora aspira a possuir uma casa própria.

Entonces, se a comparação é fundamental, para marcar as diferenças, registrá-las na memória e compreender significados, ir além dela é decisivo para a vitória na disputa eleitoral de 2010, porque a população beneficiada com essas diferenças vai naturalmente querer mais. Suas demandas mudaram de patamar, e saberemos delas (e os adversários e inimigos também…) através de pesquisas realizadas com esse propósito.

Comparar e ir além da comparação – o futuro depende disso. Para todo o eleitorado que votou e não votou em Lula, é importante mostrar que o seu governo fez mais até do que se propôs a fazer. E que muito do que foi feito “nunca antes nesse país” foi feito. Mas o que o eleitorado quer que seja feito daqui pra frente, tanto Dilma como os adversários e inimigos vão dizer que farão.

E aí? – Aí é que entra a credibilidade de quem fez, para “provar” que continuará fazendo. Esse é o “lado cruel” da coisa: mesmo “todo mundo” sabendo que o governo fez, isso não será prova suficientemente forte de que a candidata também fará, porque “ela” não é “o cara”, e quem fez foi ele, não ela…

Dessas diferenças aparentemente sutis, depende o futuro. E o passado sabe disso. Tanto sabe, que está trilhando o caminho de tentar desgastar a credibilidade da candidata, já que não conseguiu desgastar a do “cara”, apesar de ter tentado isso nos últimos 20 anos.

Nesse contexto de propaganda subliminar para ganhar as massas, na fase preparatória da disputa eleitoral que se configura a mais importante da história da República, com o enfraquecimento da gripe graças à chegada do verão, é que surge o clarão, ou melhor, o apagão. Ou a repercussão dele, que é o que realmente importa na sociedade midiática. A rigor, ele nem precisaria ter acontecido. O fato de ter sido fato ajuda, dá credibilidade à nova ofensiva visando reduzir a credibilidade da candidata, mas o que realmente importa é a sua exploração à exaustão. Falar do assunto até não poder mais.

Coincidências são coincidências, mas na semana em que o senador e ex-candidato do PSDB ao governo de Minas, é levado a julgamento no STF, por corrupção pesada ocorrida nas eleições de 2002, e sabendo-se que se ele for pra forca levará junto uma leva de tucanos graúdos, ocorre um evento que distrai a todos e a todas no país. Manobra diversionista, diria um militar experiente.

O que virá, até o final de novembro? E em dezembro, podemos nos preparar para o quê? (Sim, porque a lógica em andamento é de algo novo a cada 15 dias.)

Tudo isso que está acontecendo estava previsto, para mais ou para menos. Essa portanto, não é a questão que interessa. O que interessa é a capacidade do governo em reagir à altura, ou, até, se for possível, antecipar-se a ponto de poder esvaziar situações desse tipo. O que interessa é a capacidade do governo em retrucar à altura e prontamente, através dos próprios meios de propaganda das Classes Dominantes.

O governo tem a ABIN e a Polícia Federal, pode e deve colocá-las a serviço de prevenir atos de sabotagem e identificar seus autores e mentores. O governo tem a Secom-PR, pode agir muito rápido nessa disputa da opinião do eleitorado, sob pena de assistir a versão dos adversários e inimigos prevalecer.

O que interessa, ainda, é a capacidade do Partido em informar e mobilizar a militância, do PT e dos partidos aliados, mais a dos movimentos sociais, para esclarecer e ganhar a população.

Temos que ter capacidade de nos antecipar, de também criar fatos e colocá-los para se explicar, o tempo todo. A nível nacional e nos estados. Se a mídia não está conosco, azar o dela.

A dispersão natural que ocorrerá nos próximos dois meses (mais ou menos de 18 de dezembro até 17 de fevereiro) é um grande perigo. O governo e os partidos e outras organizações de Esquerda terão que se manter em prontidão, ter equipes de plantão o tempo todo, exatamente como fazem as revistas, jornais, rádios e tevês.

A dispersão natural que ocorrerá a partir de abril-maio, com as muitas candidaturas em ação, também não nos ajuda a ter respostas rápidas, muito menos a nos antecipar e a causar danos aos adversários e inimigos.

Saudações entediadas,

VMP

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