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POESIA pelo Limite da Propriedade da Terra

por João Muniz

Limite da propriedade, Da contradição da terra Pra exterminar a fome Que se alastra fazendo guerra É uma imoralidade Um bilhão de pessoas não come É um mundo sem compaixão A cada seis cidadão Um vive de passar fome.

No Brasil dos oprimidos Reina a miséria e a fome É grande a população Deste País que não come É tal concentração Que nega a mesa o pão A elite fundiária Em nossa sociedade Limite da propriedade É fazer reforma Agrária.

Vários Países no mundo Terra tem limitação Na Itália, Cuba, Egito No Peru, Índia, Japão Brasil latifundiário Tem sido tudo ao contrario A terra é mal repartida Cruel patrão que explora Famílias jogadas fora Sem chão, sem casa e comida.

A pequena propriedade Tem extensa produção Produz 70% da nossa alimentação Latifúndio é responsável Por atos imperdoáveis Conflitos, violência e morte Tanta terra concentrada Tanta gente sem ter nada Jogada a própria sorte.

Pelo direito a terra Soberania alimentar Iremos mostrar nas urnas Nosso poder popular Vamos pra luta meu povo Construindo um mundo novo De justiça, paz e união A terra bem repartida Sempre a serviço da vida De norte a sul deste chão.

Plebiscito popular faremos divulgação É arregaçar as mangas Nos colocar em ação Limite da propriedade Da terra é necessidade Vamos, não fiquem parados Voltar a terra de novo É um direito do povo É um dever do Estado.

Sim ao fim do latifúndio Ao fim da concentração Latifúndio capitalista Promove a escravidão Queremos nossos direitos E exigimos respeito Que falta aos desvalidos Em busca da liberdade Que ouçam as autoridades O grito dos excluídos.

Que liberdade é esta? Cadê a soberania? E os filhos desta pátria Exercem (a) cidadania? São milhões que passam fome Sem terra, sem chão, sem nome No País da prepotência 07 de setembro chegando E o Brasil precisando De uma nova independência.

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