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De Lélia a Florestan: O pensamento amefricano como arma contra o racismo institucional
A busca pela soberania epistêmica não é um mero capricho acadêmico na nossa Améfrica Ladina; é a nossa principal tática de sobrevivência. Trata-se não apenas de ler novos autores, mas de disputar e destruir os critérios coloniais que ditam o que é ou não considerado "ciência". A recusa aos modelos importados do Norte Global não é isolamento; é a construção de uma crítica forjada no nosso próprio solo. É com esse espírito que a Livraria Pandora estrutura o seu acervo e, mais e
Helbson de Avila
23 de mar.3 min de leitura


O Estado é daltônico? Por que precisamos ir à "Raiz da Questão" nas políticas públicas
A ficção de que o Estado brasileiro opera sob uma neutralidade técnica é um dos pilares mais resistentes da manutenção do privilégio. Ao declarar-se "daltônico" — fingindo não enxergar as raças dos seus cidadãos —, o poder público não promove a igualdade; pelo contrário, institucionaliza o apagamento. Esta análise de conjuntura propõe uma dissecação de como o mito da democracia racial e a branquitude estruturam o abismo social na nossa Améfrica Ladina, e como a literatura de
Helbson de Avila
16 de mar.3 min de leitura


Nem flores, nem esquecimento: a intelectualidade das mulheres amefricanas como pilar da soberania
1. O 8 de março entre memória e mercantilização O Dia Internacional da Mulher consolidou-se historicamente como uma data de luta, associada às mobilizações operárias femininas do início do século XX e ao enfrentamento estrutural do patriarcado capitalista. Contudo, testemunhamos hoje um processo violento de domesticação simbólica. A branquitude e o mercado capturaram a data, convertendo-a num evento de consumo, marketing corporativo e numa celebração despolitizada da "feminil
Helbson de Avila
8 de mar.5 min de leitura
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