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A SOBERANIA NÃO SE PEDE, SE CONSTRÓI
A Convocatória da Campanha "Semear a Soberania" Durante séculos, a geopolítica do conhecimento operou sob uma lógica perversa de extração e silenciamento. O Sul Global, e especificamente a Améfrica Ladina, foi tratado pelas academias hegemônicas como um vasto campo de coleta de dados brutos — nossas dores, nossas estatísticas, nossos corpos —, enquanto a teorização, a análise e a validação intelectual permaneceram monopólio do Norte. Vivemos, conforme denunciam nossos intelec
Helbson de Avila
há 5 dias4 min de leitura


Magia, Ferro e Sangue: Quando a Ficção Especulativa se Torna Arma de Reexistência
Muitas vezes, somos levados a acreditar que a literatura de fantasia — ou ficção especulativa — serve apenas para um propósito: o escapismo. Fugir da realidade, esquecer as dores do mundo e mergulhar em universos onde a magia resolve o que a política não alcança. Mas, aqui na Livraria Pandora, olhamos para a ficção sob outra ótica. Para povos que tiveram sua história apagada, seus nomes trocados e seus deuses demonizados, imaginar é um ato de guerra. Escrever (e ler) sobre um
Helbson de Avila
23 de jan.3 min de leitura


O Inadmissível Triunfo: Por uma Pedagogia do Haiti
Há um silêncio ruidoso sobre o Haiti. Nos noticiários, o país aparece sob a gramática da catástrofe: o terremoto, a intervenção, a miséria. Mas nas entrelinhas da História, o Haiti ocupa um lugar muito mais perigoso — e glorioso. Ele é o fantasma que assombra a modernidade colonial. Para nós, amefricanos, olhar para a ilha vizinha não é um ato de caridade, é um retorno à origem. Foi ali, em 1804, que a espinha dorsal do sistema escravista global foi quebrada pela primeira vez
Helbson de Avila
15 de jan.3 min de leitura


Por que os Direitos Humanos ainda são uma Utopia (e por que devemos Lutar por Eles)
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, proclamada em 10 de dezembro de 1948, nasceu como um gesto civilizatório diante da barbárie. Era, ao mesmo tempo, o testemunho do horror que a humanidade fora capaz de produzir e a promessa de que nunca mais aceitaria conviver com ele. Contudo, mais de sete décadas depois, é impossível não reconhecer que aquela promessa, embora luminosa, permanece em estado de suspensão. Entre o ideal inscrito nos 30 artigos da Declaração e a reali
Helbson de Avila
10 de dez. de 20254 min de leitura


Nasce a Revista Amefricana: da Curadoria à Soberania Epistêmica
A Livraria Pandora sempre entendeu que um livro não encerra uma jornada; ele inaugura uma travessia. Ao longo de nossa trajetória, atuamos como curadores de pensamento, selecionando obras que alimentam o espírito crítico, tensionam as estruturas e abrem fendas no senso comum. Mas o tempo histórico que atravessamos nos convoca a algo maior. Não basta circular o que já foi pensado. É preciso participar ativamente da gestação de novos paradigmas, novas linguagens e novas formas
Helbson de Avila
2 de dez. de 20253 min de leitura


20 de Novembro: Mais que Memória, um Projeto de Futuro
1. Introdução — A Disputa pelo Tempo e pela Narrativa O 20 de Novembro não é apenas um feriado no calendário cívico; é um ato político de alta densidade. Trata-se de um rito de disputa temporal, uma interrupção consciente e necessária da narrativa oficial que, historicamente, tentou sequestrar o protagonismo negro na formação do Brasil. Em vez de uma pausa para o descanso, a data convoca à vigília: é o momento em que afirmamos coletivamente que a memória não é uma paisagem es
Helbson de Avila
20 de nov. de 20255 min de leitura


Pensadores Negros Essenciais: A Améfrica Ladina de Lélia Gonzalez
1. O Terremoto Epistemológico No panteão do pensamento social brasileiro, o nome de Lélia Gonzalez é um terremoto epistemológico. No coração do Novembro Negro, revisitar sua obra não é um ato de homenagem, mas uma necessidade estratégica e urgente para quem busca ferramentas intelectuais para descolonizar o presente. Lélia não foi apenas uma ativista; ela foi uma formuladora de teorias, uma intelectual radical que recusou as lentes importadas — fosse o marxismo ortodoxo, que
Helbson de Avila
12 de nov. de 20254 min de leitura


A Cor Insubmissa: Ana Maria Gonçalves e a Ruptura Epistêmica na ABL
"Não é sobre ausência de vozes. É sobre um projeto de silenciamento." - Djamila Ribeiro A eleição de Ana Maria Gonçalves para a cadeira 33 da Academia Brasileira de Letras (ABL), anunciada nesta sexta-feira (7 de novembro), é um evento que transcende a simples ocupação de uma vaga. Como a notícia aponta, o fato de ela ser a primeira mulher negra a ingressar na instituição em seus quase 130 anos de história não é um rodapé biográfico, mas a própria essência do evento. Este "le
Helbson de Avila
8 de nov. de 20253 min de leitura


100 anos de Frantz Fanon: por que seu pensamento continua tão urgente?
"Cada geração deve, a partir de uma relativa opacidade, descobrir sua missão, cumpri-la ou traí-la." — Frantz Fanon Um Centenário que Fala ao Presente Em 20 de julho de 2025, celebramos o centenário de Frantz Fanon (1925–1961), um dos mais incisivos pensadores da libertação do século XX. Psiquiatra, militante, teórico da descolonização e um verdadeiro "poeta da revolta", Fanon nos deixou uma obra que não apenas repousa no passado, mas pulsa intensamente no presente. Neste ma
Helbson de Avila
22 de jul. de 20253 min de leitura


Dia da África: Memória, Unidade e os Desafios Contemporâneos da Africanidade Global
Celebrado anualmente em 25 de maio, o Dia da África é uma data de profunda relevância histórica, política e cultural, que ressoa...
Helbson de Avila
27 de mai. de 20255 min de leitura


Pele Negra, Máscaras Brancas: A análise de Fanon sobre Alienação e Racismo
Frantz Fanon (1925-1961), psiquiatra martinicano, filósofo anticolonial e militante revolucionário, ocupa um lugar central no pensamento crítico do século XX e XXI. Sua obra seminal, Pele Negra, Máscaras Brancas (1952), permanece um marco incontornável na compreensão das subjetividades colonizadas e dos efeitos psíquicos devastadores do racismo sobre a população negra. Escrito a partir de sua vivência como homem negro nas Antilhas Francesas e na metrópole europeia, bem como d
Helbson de Avila
8 de mai. de 20255 min de leitura


Por que discutir o papel da Branquitude na luta antirracista?
Em sociedades estruturadas pelo racismo, como o Brasil, a luta antirracista é mais do que uma demanda moral: é um imperativo ético, político e civilizatório. Historicamente, os movimentos antirracistas têm se concentrado – de forma legítima e necessária – na denúncia das violências sofridas pelas populações negra e indígena, bem como na afirmação de suas identidades, histórias e direitos. No entanto, para desmantelar com eficácia o edifício racial que sustenta a desigualdade,
Helbson de Avila
28 de abr. de 20255 min de leitura
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