A Serpente de Olumo
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A Serpente de Olumo: Um Conto Angolano sobre Amor e Escolhas Impossíveis Quando a morte impõe uma pergunta que a vida não soube responder.
Nesta adaptação sensível de uma lenda tradicional de Angola, a autora Ieda de Oliveira nos transporta para um tempo onde o destino dos homens e os mistérios da natureza caminhavam de mãos dadas. A história gira em torno de um triângulo amoroso marcado não pela rivalidade, mas pela intensidade do afeto: duas jovens encantadoras e Ayobami, um caçador valente cujo coração estava dividido.
O Cortejo e a Tragédia Ayobami vivia o dilema de amar igualmente as duas pretendentes, incapaz de decidir com qual delas se casaria. O destino, porém, toma a decisão de forma brutal. Sob a luz do luar — elemento capturado com dramatismo na capa por Roberto Melo — surge a Serpente de Olumo. O ataque da fera não deixa apenas um corpo sem vida; deixa duas almas inconsoláveis e um futuro interrompido.
A Jornada pela Ressurreição A narrativa ganha força ao mostrar a determinação das mulheres. Recusando-se a aceitar a morte do amado, elas buscam um curandeiro (kimbanda) poderoso. O livro detalha esse processo místico de "resgate", onde o amor se transforma em ação. A magia acontece, e Ayobami é trazido de volta à vida.
O Grande Dilema Moral É aqui que a história revela sua verdadeira profundidade filosófica. Com Ayobami vivo novamente, o antigo impasse retorna, mas agora com um peso muito maior. Quem tem mais direito ao amor do caçador?
Aquela que encontrou o corpo e velou por ele?
Aquela que buscou o remédio ou possibilitou a cura?
O livro convida o leitor a participar desse julgamento. Não se trata apenas de "quem ele vai escolher", mas de "quem merece ser escolhida" com base no sacrifício e na dedicação demonstrados diante da morte.
Conclusão Com ilustrações vibrantes que evocam a noite africana e a tensão do encontro com a serpente, "A Serpente de Olumo" é uma leitura fascinante sobre gratidão, justiça e os complexos caminhos do coração. É uma obra que ensina que, às vezes, as perguntas que uma história deixa são mais importantes que suas respostas.

















