Como surgiu o primeiro Griot
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Como Surgiu o Primeiro Griot: As Bibliotecas Vivas da África Quando a memória de um povo não se guarda em livros, mas em pessoas.
Neste livro, Rogério Andrade Barbosa — um dos maiores especialistas brasileiros em contos africanos — transporta o leitor para as paisagens da África Ocidental. A narrativa busca responder a uma pergunta mítica: qual a origem desses guardiões da palavra? Baseado em lendas ancestrais, o texto revela como o sagrado ofício de contar histórias foi estabelecido.
- O Griot: Muito Além de um Contador de Histórias A descrição expandida esclarece que o Griot (ou Djeli) não é um mero entretenimento.
O Guardião: Ele é o arquivo vivo da comunidade. Sem ele, as linhagens reais, as vitórias das guerras e os ensinamentos morais desapareceriam.
O Diplomata e Conselheiro: Sua palavra tem poder político e social. Ele é o elo entre o passado (ancestrais), o presente (a vida cotidiana) e o futuro (as novas gerações).
O Músico: A capa do livro destaca um elemento crucial: a Kora. O instrumento de cordas com uma grande cabaça, segurado pelo personagem central, é a ferramenta inseparável do Griot. A música não é acompanhamento; é o veículo da memória.
A Tradição Oral como Resistência A obra desafia a visão ocidental de que "o que não está escrito, não existe". O livro ensina às crianças e jovens que a oralidade é uma forma sofisticada e rigorosa de registro histórico. "Preservar a memória de pai para filho" não é apenas um ato de afeto, é um dever cívico e espiritual nessas culturas.
Ilustração e Ambientação As ilustrações de Rogério Borges são parte essencial da narrativa. Elas capturam a luz, as vestimentas (os boubous e turbantes) e a geografia do Sahel, oferecendo um contexto visual rico que tira a África do imaginário genérico e a coloca em um lugar específico de dignidade e beleza.
Conclusão "Como Surgiu o Primeiro Griot" é uma leitura essencial para descolonizar o olhar sobre a literatura e a história. Ele nos lembra que, muito antes da internet ou da imprensa, a humanidade já possuía uma tecnologia infalível de conexão e identidade: a voz de um mestre contando quem somos.
















