Fios de Ferro e Sal - Trama Ancestral
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Fios de Ferro e Sal: Quando o Orun Toca o Aiyê no Meio do Atlântico Uma odisseia de coragem onde deuses e mortais navegam as mesmas águas turbulentas.
Em um cenário onde a história oficial muitas vezes silencia a resistência, "Fios de Ferro e Sal" dá voz e poder sobrenatural à luta pela liberdade. Ambientada no Brasil Império, a trama transforma o oceano — historicamente o cenário da tragédia do tráfico negreiro — em um campo de batalha místico e político.
O Ferro de Ogum: A Revolta em Alto Mar A narrativa começa no claustro sufocante de um navio negreiro, mas recusa a vitimização passiva. Kayin, o protagonista, não é apenas um cativo; ele é um iniciado nos mistérios do ferro. Invocando a tecnologia ancestral de Ogum — o orixá da guerra e da forja —, ele transmuta as correntes que o prendem em armas de libertação. A rebelião liderada por ele não é apenas física, é uma retomada espiritual.
O Sal de Yemanjá: A Missão no Ceará Em terra firme, nas areias do Aracati, conhecemos Ekundayo, um velho griô (guardião da memória oral) que dedica a vida a sabotar o comércio de almas. A trama ganha complexidade quando a própria Yemanjá, a Grande Mãe, intervém. O mar traz um chamado: há vidas à deriva que precisam ser salvas. A missão desloca o foco da terra para a vastidão imprevisível das águas.
Uma Tripulação Improvável e Perigosa Para cumprir o desígnio da deusa, Ekundayo reúne um grupo fascinante, unindo o humano e o etéreo:
Tia Nanci: Uma releitura da entidade Anansi, o deus-aranha da África Ocidental. Aqui, ela é a "Senhora das Histórias", uma figura dúbia e perigosa que tece destinos tanto quanto teias. Sua ajuda nunca é gratuita.
Afogado: Um homem envolto em mistério, cuja própria existência desafia as leis da natureza.
Iracema e Valentim: Dois jovens jangadeiros que representam a perícia e a bravura do povo do mar cearense.
- A Jornada na Jangada Como ilustra a capa dramática do livro, o grupo parte em uma pequena jangada para enfrentar ondas gigantescas que assumem formas monstruosas. A fragilidade da embarcação contrasta com a força espiritual de seus ocupantes. Eles não enfrentam apenas tempestades e navios negreiros, mas monstros marinhos e os próprios limites do medo.
Conclusão "Fios de Ferro e Sal" é uma "Trama Ancestral" sobre memória. O livro nos lembra que a liberdade não foi dada, mas conquistada com ferro, sal e a bênção dos ancestrais. É uma leitura obrigatória para quem busca fantasia nacional que respeita e exalta as matrizes africanas.
















