Preconceito racial - modos, temas e tempos
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Preconceito Racial: Modos, Temas e Tempos Uma análise da cor como marca social no Brasil
O preconceito de cor e de raça no Brasil não é um fenômeno estático; é uma estrutura dinâmica que atravessa séculos. A obra "Preconceito Racial: modos, temas e tempos", do renomado sociólogo Antonio Sérgio A. Guimarães, oferece uma lente crítica sobre essa trajetória, indo muito além da simples constatação do racismo para investigar suas engrenagens sociais e políticas.
Das Correntes de Ferro às Correntes Invisíveis A descrição parte da escravidão não apenas como um fato histórico passado, mas como a gênese de uma hierarquia social que persiste. O livro explora como, após a abolição, o racismo no Brasil se metamorfoseou. Diferente do segregacionismo explícito de outros países (como o apartheid ou as leis Jim Crow nos EUA), o Brasil desenvolveu um preconceito velado, muitas vezes negado pelo mito da "Democracia Racial" — a falsa ideia de que vivemos em harmonia e que a miscigenação eliminou as barreiras raciais.
A Desconstrução da "Democracia Racial" Um dos pontos altos da expansão do tema é entender como o livro ataca a invisibilidade do racismo. O autor demonstra que o preconceito brasileiro é "de marca" (focado na aparência/fenótipo) e opera através da negação de oportunidades. A obra convida o leitor a questionar:
Por que a elite brasileira é majoritariamente branca?
Como a ideologia do "branqueamento" afetou a autoestima e a identidade nacional?
- O Debate Contemporâneo: Cotas e Reparação A descrição toca no ponto nevrálgico das discussões atuais: as ações afirmativas. O livro é uma ferramenta essencial para qualificar o debate sobre as cotas raciais nas universidades e concursos.
Meritocracia x Oportunidade: O texto argumenta que não existe meritocracia real em um país onde a largada é desigual. As cotas não são apresentadas apenas como "ajuda", mas como uma medida de justiça corretiva e uma necessidade para a construção de uma cidadania plena.
Igualdade Material: A obra aponta caminhos para sair do discurso vazio de "somos todos iguais" e partir para políticas públicas que garantam igualdade concreta de resultados e acesso.
- A Estrutura da Obra (Modos, Temas e Tempos)
Modos: Como o racismo se manifesta (na linguagem, no mercado de trabalho, na violência policial).
Temas: As teorias raciais, o multiculturalismo e a identidade negra.
Tempos: A evolução histórica desde o período colonial até os movimentos negros contemporâneos.
Conclusão Mais do que um livro de história, esta obra da Coleção Preconceitos é um mapa para entender o Brasil de hoje. Ela descreve a discriminação não para perpetuar a vitimização, mas para instrumentalizar a sociedade na busca por uma democracia efetiva, onde a cor da pele não seja uma sentença de exclusão, mas apenas mais um traço da nossa diversidade.

















