Marangatu - dois mitos guarani
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Marangatu: O Resgate da Alma e da Magia Guarani Um mergulho nas raízes ancestrais de lendas que pensávamos conhecer.
Em "Marangatu", o escritor Brígido Ibanhes não apenas conta histórias; ele atua como um guardião da memória, traduzindo a oralidade sagrada do povo Guarani para a palavra escrita. O livro apresenta dois mitos fundamentais que entrelaçam a natureza humana com a divina, revelando um mundo onde a floresta não é apenas cenário, mas protagonista.
- Jasy Jatere: A Gênese Dourada do Saci A primeira narrativa nos convida a desconstruir a imagem popular do Saci-Pererê. Aqui, somos apresentados a Jasy Jatere, o "Filho da Lua".
Além da Travessura: Diferente da figura puramente travessa do folclore urbano, Jasy Jatere carrega uma aura de divindade e proteção. Ele é o senhor da sesta, o guardião que percorre as matas com seu bastão dourado (o yvyra-i).
Raízes Culturais: A história explora como esse ser encantado, com seus cabelos loiros como o sol e olhos azuis (ou reflexos do luar), serviu de base para o mito do Saci, mostrando como a cultura indígena é a fundação invisível de muitos símbolos nacionais.
- Kyvy Mirim e o Pombero: O Amor que Vira Árvore A segunda lenda, focada em Kyvy Mirim (o curumim Pombero), toca na essência da espiritualidade Guarani: a impermanência da morte e a continuidade da vida através da natureza.
Metamorfose e Paixão: A narrativa descreve a jornada emocional de Kyvy Mirim, cuja intensidade de sentimentos o leva a uma transformação física e espiritual. Sua morte por amor não é um fim, mas um renascimento como a árvore de tarumã.
O Protetor da Mata: A figura do Pombero, ilustrada na capa com seu característico chapéu de palha e barba ruiva, é apresentada com complexidade. Ele é a "força vital" que se move pelas emoções, um espírito que protege os animais e a floresta, exigindo respeito e oferendas (como tabaco e mel) daqueles que adentram seu domínio.
- O Significado de "Marangatu" O título da obra não é por acaso. Em Guarani, Marangatu refere-se ao sagrado, ao virtuoso, àquilo que tem "alma boa". O livro, portanto, é um convite para olhar essas histórias não como superstição, mas como ensinamentos éticos e espirituais sobre como viver em harmonia com o mundo e com os outros.
Conclusão Com a sensibilidade das ilustrações de Márcia Széliga, que capturam a vivacidade e o mistério das lendas, esta obra é essencial para quem deseja compreender o Brasil para além da superfície, reconhecendo a sofisticação da mitologia Guarani.

















