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Retrospectiva 2025: Da Resistência à Soberania Epistêmica
Chegar ao dia 31 de dezembro é, por si só, uma vitória. 2025 não foi um ano simples; foi um teste de resiliência coletiva. Navegamos por tempos que exigiram a coragem de enfrentar retrocessos institucionais e a lucidez necessária para ler as entrelinhas de uma política cada vez mais complexa. Mais do que sobreviver, foi preciso cultivar o afeto radical para não sucumbir à dureza e ao cinismo do mundo. Aqui na Livraria Pandora, este foi o ano da nossa metamorfose. Decidimos qu
Helbson de Avila
30 de dez. de 20253 min de leitura


Por que os Direitos Humanos ainda são uma Utopia (e por que devemos Lutar por Eles)
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, proclamada em 10 de dezembro de 1948, nasceu como um gesto civilizatório diante da barbárie. Era, ao mesmo tempo, o testemunho do horror que a humanidade fora capaz de produzir e a promessa de que nunca mais aceitaria conviver com ele. Contudo, mais de sete décadas depois, é impossível não reconhecer que aquela promessa, embora luminosa, permanece em estado de suspensão. Entre o ideal inscrito nos 30 artigos da Declaração e a reali
Helbson de Avila
10 de dez. de 20254 min de leitura


A Pedagogia do Silêncio e a Escrita como Legítima Defesa: Reflexões Radicais para o 25 de Novembro
Por Helbson de Ávila Hoje, 25 de novembro, o calendário internacional convoca o mundo a marcar o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres. A data, instituída em memória das irmãs Mirabal — brutalmente assassinadas pela ditadura de Trujillo na República Dominicana —, não é apenas um marco de luto; é um lembrete de que a violência de gênero é, em sua gênese, violência política. Ela atravessa corpos, lares, instituições e imaginários com a permissivida
Helbson de Avila
25 de nov. de 20254 min de leitura


O Custo do Silêncio: O Racismo Estrutural no Orçamento Público
1. Onde o Dinheiro Declara Prioridades "O orçamento é a peça de lei mais política de todas, pois revela onde o Estado investe e, consequentemente, em quem ele investe." Essa máxima transcende a técnica financeira; ela desnuda uma verdade incômoda: o orçamento público é o espelho mais fiel das hierarquias de uma nação. O dinheiro, com sua objetividade implacável, é o que — e quem — o Estado considera digno de investimento. No Brasil, esse espelho reflete um país profunda e int
Helbson de Avila
9 de nov. de 20255 min de leitura


Cultura e Ciência: Territórios de disputa e ferramentas de reexistência
"Toda cultura é, primeiramente, uma forma de intervir no mundo." - Fanon Celebrar o Dia Nacional da Cultura e da Ciência, neste 5 de novembro, é mais do que um gesto simbólico. É um convite à reflexão radical sobre o sentido profundo dessas palavras em um país que ainda luta para reconhecer a pluralidade de suas vozes e saberes. À primeira vista, o imaginário coletivo pode associar a data a museus, teatros, universidades e laboratórios — os espaços onde o "conhecimento" e a "
Helbson de Avila
5 de nov. de 20254 min de leitura


Corpos que faltam: O desaparecimento forçado como ferida histórica no Brasil
No dia 30 de agosto , a data instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o Dia Internacional das Vítimas de Desaparecimentos Forçados, somos convocados a uma reflexão que ultrapassa o campo jurídico ou o registro da memória das ditaduras. No Brasil, essa data adquire contornos específicos e profundamente urgentes, sobretudo quando situada no horizonte simbólico do Agosto Negro , mês marcado por lutas históricas de resistência negra. Aqui, o desaparecimento forçad
Helbson de Avila
30 de ago. de 20255 min de leitura
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